| Escola de Altos Estudos faz balanço de 2009 |
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| Publicada por Assessoria de Imprensa da Capes |
| Terça, 09 de Fevereiro de 2010 14:59 |
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A Escola de Altos Estudos (EAE), programa que fomenta a vinda ao Brasil de professores e pesquisadores estrangeiros de elevado conceito internacional, divulga nesta terça-feira, 9, balanço de 2009. Promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o programa realiza eventos de curta duração com o objetivo de fortalecer, ampliar e qualificar os programas de pós-graduação de instituições brasileiras. Em 2009, foram 21 cursos realizados nas diversas áreas do conhecimento, com 76 professores envolvidos. As instituições que mais realizaram foram a Universidade Federal do Rio de Janeiro, com cinco propostas aprovadas, as universidades de Brasília (UnB), Federal de Minas Gerais (UFMG), Federal do Paraná (UFPR) e Bandeirante (Uniban), com dois cursos cada. Desde sua criação, em 2006, 71 propostas receberam aprovação, das quais 68 foram implementadas até o momento. No ano de 2008, aconteceram 33 cursos, com envolvimento de 74 docentes. Segundo o diretor de Relações Internacionais da Capes, Sandoval Carneiro Júnior, em 2009 houve um aperfeiçoamento do programa, em que as instituições se organizaram para fazer cursos mais abrangentes com a participação de mais professores em cada um. “A proposta inicial era trazer apenas um convidado por EAE, depois se percebeu que era possível, dentro de uma área do conhecimento, trazer contribuições correlatas de pesquisadores de ramos paralelos”, diz o diretor. Este foi o caso do curso “Biomedicina no Século 21”, organizado pelo professor Roberto Lent, da UFRJ, que trouxe 30 pesquisadores de instituições da Alemanha, Hungria, França e dos EUA. EAE Os cursos ministrados pelos especialistas estrangeiros têm curta duração e somam créditos para o programa de pós-graduação dos participantes. A Capes incentiva a formação de consórcios entre universidades para ampliar o acesso aos eventos. Quando possível participar via internet ou teleconferência, o curso deve também contabilizar créditos. A Escola de Altos Estudos pretende posicionar o Brasil no roteiro dos grandes pesquisadores internacionais. Na avaliação de Sandoval Carneiro Júnior, o programa tem atendido este objetivo. “Uma única escola trouxe seis detentores do Prêmio Nobel na área de física no ano passado. No conjunto já trouxemos mais de uma dezena de prêmios Nobel para o Brasil e alguns deles estão retornando”, observa Carneiro. O alto nível dos professores visitantes pode ser percebido em cursos como "A Ciência e a Tecnologia de Semicondutores: Passado, Presente e Perspectivas Futuras", realizado em 2008 pela UFRJ, que reuniu cinco vencedores do Prêmio Nobel: Zhores I. Alferov, vencedor em 2000, na área de fisica, Leo Esaki (física, 1973), Alan Heeger (química, 2000), Klaus von Klitzing (física, 1985), e Robert Laughlin (física, 1998). De acordo com a coordenadora do curso, Belita Koiller, o curso teve uma grande procura, sendo necessário uso de videoconferência. As aulas tiveram inscritos 98 alunos de doutorado e 78 de mestrado. Mais de 60 participantes acompanharam as exposições via conferência online. Propostas A proposta é encaminhada a um consultor ad hoc, que faz a análise de mérito científico sobre os reais benefícios do curso quanto à formação de recursos humanos de alto nível. A recomendação do consultor deve ser homologada pelo diretor de Relações Internacionais da Capes. Confira o edital da EAE e mais informações no portal da Capes. |