| Formação de professores da educação fundamental é debatida na Câmara |
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| Publicada por Assessoria de Imprensa da Capes |
| Sexta, 11 de Setembro de 2009 14:38 |
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A exigência de nível superior para professores do ensino fundamental foi debatida na Câmara dos Deputados na quinta-feira, 10. "O Ministério da Educação está convencido de que é necessária uma adequada formação superior para se ter uma boa educação básica". Foi o que afirmou o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães, durante audiência pública realizada pela Comissão de Educação e Cultura (CEC). A Comissão se debruça sobre dois Projetos de Lei, o 3.971/2008, da Deputada Angela Amin, e o 5.395/2009, proposto pelo MEC. Os dois projetos modificam o artigo 62 da Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, onde são definidas as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, conhecida como LDB. Para o presidente da Capes, os projetos não diferem muito porque ambos dão continuidade ao Plano Nacional de Formação de Professores. "Nossa meta é a de que até mesmo na educação infantil, um professor apenas com nível médio seja uma exceção", afirmou. Guimarães apresentou então aos parlamentares o Plano Nacional, suas articulações com a Universidade Aberta do Brasil, a Plataforma Freire e a intenção de formar até 2011, mais de 300 mil professores. Presidente da Capes e o relator Iran Barbosa participam de audiência pública (Foto: Brizza Cavalcante/Sefot/Câmara) Mudanças O projeto da deputada catarinense evidencia a importância da formação do professor em nível superior, desde a educação infantil. Angela Amin apresenta a proposta de criação do Sistema Nacional de Educação, como órgão articulador de todos os outros sistemas, federal, estadual, municipal e do Distrito Federal, de todas as escolas públicas e privadas do país. Formação De acordo com a vice-presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputada Fátima Bezerra, a audiência ofereceu a oportunidade de refletir sobre a importância do tema formação de professores. "Infelizmente, ainda temos um alto número de professores leigos", afirmou a deputada, com base nos números expostos pelo presidente da Capes que mostram que ainda existem pelo menos 300 mil professores atuando na educação básica sem possuírem nenhum curso de graduação. O representante do CNE, Antônio Carlos Ronca, ressaltou que o país ainda não possui condições de substituir todos os professores da educação básica por profissionais com nível superior. "Neste momento é prudente deixar a formação em nível médio para a educação infantil", afirmou Ronca, lembrando dos 200 mil alunos matriculados em escolas normais no Brasil. Segundo o representante da Consed, Francisco Sales Gaudêncio, números como este mostram a necessidade de toda a sociedade brasileira se envolver na correção da primeira licenciatura e nos desvios de licenciatura. "Somos totalmente favoráveis à mudança da lei, pois entendemos que passados mais de dez anos da implementação da LDB já se pode exigir mais da formação de professores", concluiu. Conheça a Lei de Diretrizes e Bases. Saiba mais sobre o Plano Nacional de Formação de Professores: |