| Capes participa de debate sobre extensão tecnológica |
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| Publicada por Assessoria de Imprensa da Capes |
| Quarta, 08 de Julho de 2009 16:01 |
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"Expandir a formação de professores da educação básica é uma das formas de combater os obstáculos ao desenvolvimento do ensino tecnológico do país". A frase de João Carlos Teatini, diretor de Educação Básica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) resume as ações do órgão no sentido de reforçar a educação profissionalizante. Teatini foi um dos participantes do fórum "Extensão Tecnológica dos Institutos Federais - O conhecimento tecnológico a serviço da cidadania", que aconteceu no dia 7, na Câmara dos Deputados. O objetivo do evento foi debater as bases para a execução de uma sólida política de educação tecnológica e profissionalizante, proporcionando as condições necessárias para a multiplicação de iniciativas que incentivem o processo de transferência de tecnologia. O diretor da Capes observou que 40% dos professores da educação básica em atividade não têm formação adequada. "Muitos ainda não atendem às exigências da Lei de Diretrizes e Bases, seja por não possuírem diploma de nível superior, seja por atuarem em área diversa da qual foram formados", explica Teatini. Ele acrescenta que a previsão é formar 330 mil docentes até 2012 por meio do Plano Nacional de Formação de Professores, do qual fazem parte 21 estados e 92 instituições. A iniciativa dos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT), da Educação (MEC), do Trabalho e Emprego (MTE) e da Previdência Social (MPS), além do Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados, reuniu em um só ambiente o presidente da Câmara, Michel Temer; os ministros de Estado da Ciência e Tecnologia, Sergio Resende, interino da Educação, José Henrique Paim Fernandes, e da Previdência Social, José Pimentel; e o secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego, André Figueiredo. Extensão Para reduzir significativamente estes números, têm sido priorizadas as capacitações tecnológicas nas atividades de extensão voltadas à população de baixa renda a partir da atuação dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia (Ifets). "Não há tempo para que o público alvo frequente uma escola formal, por isso a opção pela extensão. Nela, a população recebe os ensinamentos gerados nas universidades e institutos com uma linguagem simplificada", explica Ariosto. Em 2010, o número de Ifets passará de 140 para 354, ampliando a atuação destes institutos no país. Na ocasião, o deputado também citou o projeto de lei nº7394, que dispõe sobre o fomento à capacitação tecnológica da população e seu financiamento. Em concordância ao discurso de Holanda, Michel Temer, presidente da Câmara dos Deputados, deferiu prioridade ao pedido do deputado relativo ao Projeto de Lei nº 7.394 e completou classificando o ensino tecnológico como fundamental para o desenvolvimento do país. Outro ponto destacado no evento foi a Lei 11.892/2008, que institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica como parte do sistema federal de ensino, aumentando a capilaridade da educação brasileira. O ministro da C&T, Sergio Rezende, destacou o Programa de Apoio à Implantação e Modernização de Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs), unidades de ensino e profissionalização para capacitação da comunidade de acordo com áreas específicas de interesse da região. José Pimentel, do MPS, abordou a força dos Ifets nos pequenos negócios, contribuindo para a formalização do empreendedorismo. O ministro interino do MEC, José Henrique Paim, citou os Ifets como peças importantes do Plano Nacional de Formação de Professores. Representando o MTE, André Figueiredo referiu-se à rede pública como uma rede de excelência capaz de qualificar e inserir no mercado de trabalho mãos de obras que atualmente estão excluídas do meio. Painéis José Siqueira, diretor de Programas Temáticos e Setoriais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), observa que o Brasil necessita aplicar sua massa crítica científica no desenvolvimento. "Atingimos um alto patamar na produção de conhecimento, mas ainda não traduzimos isso em geração de tecnologia", diz o diretor. Para Siqueira, entre os obstáculos a serem superados estão o déficit de mão-de-obra qualificada e o pouco engajamento das empresas em pesquisa aplicada. Como iniciativas para combater essas dificuldades, ele destaca a meta de investimento de 1,5% do produto interno bruto (PIB) em ciência e tecnologia e a concessão de aproximadamente 77 mil bolsas de fomento em 2009. |