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Articulação

Para novo ministro, ações da CAPES terão continuidade em 2018

Publicado: Quarta, 18 Abril 2018 17:27 | Última Atualização: Sexta, 20 Abril 2018 15:00

As atuais atividades da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) terão continuidade durante a nova gestão do Ministério da Educação, segundo o novo ministro da Educação, Rossieli Soares. A afirmação foi feita na primeira reunião com a diretoria da agência, realizada na quarta-feira, 18. O novo fundo de excelência, proposto pela CAPES, foi considerado prioridade da gestão.

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O novo ministro elogiou a iniciativa para a criação de um fundo privado para fomentar a capacidade de inovação e a pesquisa científica e tecnológica (Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

Rossieli tomou posse no último dia 10, após a saída do deputado Mendonça Filho. “Nosso projeto é de continuidade. Abilio Baeta Neves segue à frente da CAPES, com mesma equipe e o mesmo projeto”, afirmou Rossieli. “É importante prosseguir com o que está dando certo e planejar a transição para o próximo governo, qualquer que seja”, ressaltou.

Sobre o Fundo de Excelência, o novo ministro elogiou a iniciativa para a criação de um fundo privado para fomentar a capacidade de inovação e a pesquisa científica e tecnológica. “Temos poucos dias até o fim do ano e por isso devemos garantir o melhor uso possível do tempo e dos recursos” lembrou. “O Fundo de Excelência pode fazer uma diferença positiva, de maneira simples, efetiva e num curto espaço de tempo. Há muitos anos acompanho a questão dos recursos de Pesquisa e Desenvolvimento na Zona Franca de Manaus, e sei da ineficiência no uso desses recursos preciosos”.

O novo ministro acredita na aprovação do projeto ainda esse ano. “O Fundo de Excelência é algo que já está em discussão e pretendemos colocar um peso nesse debate, sempre em diálogo com as comunidades acadêmica e científica. Mesmo em ano eleitoral, continuamos a olhar para frente”, ressaltou.

Rossieli também enfatizou o apoio do Ministério ao Portal de Periódicos da CAPES. “O MEC como um todo aposta no caminho da digitalização. Não há retorno para o caminho da democratização e acesso. O Portal de periódicos é fundamental. Sou defensor, desde o início, do processo de reinvenção orçamentária e financeira no Brasil. A questão orçamentária não é um desafio apenas na CAPES, mas é uma questão do Brasil. Buscar o orçamento empenhado e cuidar do orçamento 2019 são compromissos que assumo publicamente com todos dessa instituição”.

Presidente da CAPES, Abilio Baeta Neves destacou dois movimentos recentes da agência. O primeiro deles é a articulação com um conjunto de entidades, como ABC, SBPC, FOPROP e Andifes, para atualização da Avaliação da CAPES. “Queremos compor um documento-base para devolver à Avaliação da CAPES a liderança em uma nova etapa da pós-graduação que se inicia. Pretendemos sedimentar uma nova percepção de como ajustar o modelo de avaliação para ser útil ao sistema”, informou.

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O presidente da CAPES destacou o esforço para a promoção da internacionalização da pós-graduação brasileira (Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

O segundo movimento destacado pelo presidente é um esforço para a promoção da internacionalização institucional da pós-graduação brasileira. “Devemos transformar as relações de cooperação acadêmica no Brasil, que foram afetadas pelo Ciência sem Fronteiras, em que o país se posicionava mais como comprador de serviços educacionais do que parceiro na produção científica”, informou. “Nesse sentido, temos pensado ações estratégicas, como o CAPES/Print, e grupos de trabalho sobre temas específicos, como a atração e manutenção dos bolsistas e a Cooperação Sul-Sul”.

Além do presidente da CAPES, o encontro contou com apresentação das diretorias da agência e das principais ações de cada setor.

Novo ministro
Natural de Santiago (RS), Rossieli Soares tem 39 anos. É advogado e mestre em gestão e avaliação educacional pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

Rossieli Soares exerceu o cargo de secretário de Educação Básica do MEC desde maio de 2016, e atuou em importantes políticas públicas da educação básica, como a reformulação do ensino médio, implantada por lei sancionada em fevereiro de 2017, e a Base Nacional Comum Curricular da Educação Infantil e Ensino Fundamental, homologada em dezembro de 2017.

O novo ministro foi secretário de Educação do Amazonas e Presidente do Conselho Estadual de Educação do Amazonas, de agosto de 2012 até maio de 2016. Também foi vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed), entre 2015 e 2016. Rossieli também atuou como secretário executivo de gestão da Secretaria de Educação do Amazonas, de 2011 a 2012, quando acumulou a função de diretor de infraestrutura. Ingressou na pasta como diretor de planejamento, cargo que ocupou de 2008 a 2010.

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O encontro contou ainda com apresentação das diretorias da CAPES e das principais ações de cada setor (Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

Ao longo da gestão de Rossieli na Secretaria de Educação do Amazonas, o estado obteve o maior crescimento no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) entre as unidades da Federação. O estado saiu da 23ª posição, em 2012, para 11º lugar, em 2015. No comparativo da média geral entre 2012 e 2015, dos 27 estados, 13 cresceram e 14 diminuíram suas pontuações. O Amazonas teve o maior crescimento, saindo de 371,3, em 2012, para 394,7, em 2015 – crescimento de 23,3 na média geral.

A melhor nota dos estudantes do Amazonas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) também foi na gestão de Rossieli. O estado foi o que teve o maior crescimento no ensino médio entre as redes estaduais no Ideb 2015, saindo de 3,0, em 2013, para 3,5, em 2015. Amazonas e Pernambuco foram os dois únicos estados que cresceram em todos os níveis – anos iniciais e finais do ensino fundamental e no ensino médio – no Ideb 2015, também entre as redes estaduais.

(Pedro Arcanjo – Brasília – CCS/CAPES com informações do Ministério da Educação)

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