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Panorama

Debate aborda financiamento privado para ciência brasileira

Publicado: Sexta, 02 Fevereiro 2018 09:05 | Última Atualização: Sexta, 02 Fevereiro 2018 09:22

A Universidade Federal do Ceará (UFC) promoveu nesta quinta-feira, 1º de fevereiro, o painel “Panorama atual da Pós-graduação brasileira”, com a presença do presidente e de diretores da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), para debater perspectivas sobre a distribuição regional de programas no país, assim como os desafios da internacionalização do ensino superior.

Na ocasião, o presidente da CAPES, Abilio Baeta Neves, destacou o esforço recente da construção de um programa de excelência para o Brasil baseado em fontes alternativas de financiamento. “Estamos propondo um fundo privado para o financiamento da ciência brasileira. Trazer para o Brasil algo que já acontece em dois terços dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)”, explicou.

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Abilio Baeta Neves tratou sobre um programa de excelência baseado em fontes alternativas de financiamento (Foto: Ribamar Neto – Divulgação/UFC)

O objetivo é financiar os programas de excelência, aqueles com nota 6 e 7 na Avaliação Quadrienal da CAPES, para fortalecer a inserção e competividade internacional dos melhores grupos de pesquisa do Brasil. Para a diretora de Relações Internacionais da CAPES, Concepta Margaret McManus Pimentel, o fundo pode garantir a verba para a pós-graduação de ponta em momentos de crise. “Sem a segurança orçamentária, temos dificuldade em fazer ciência inovadora, de alto risco e que pode colocar o Brasil na vanguarda mundial”, afirmou.

O fundo privado seria criado a partir da obrigatoriedade prevista em lei de investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) por parte das empresas.

Internacionalização
O Presidente da CAPES também ressaltou as expectativas com o Programa Institucional de Internacionalização de Instituições de Ensino Superior (IES) e de Institutos de Pesquisa do Brasil (CAPES/PrInt), que está com inscrições abertas até 18 de abril de 2018. Por meio dele, serão disponibilizados R$ 300 milhões anuais para apoio a Projetos Institucionais de Internacionalização, que receberão recursos para missões de trabalho no exterior, bolsas no país e no exterior e outras ações de custeio devidamente aprovadas pela CAPES.

Segundo Baeta Neves, o CAPES/Print deve deixar frutos importantes para o desenvolvimento da pós-graduação. “O Print deve trazer uma transformação significativa das universidades baseado na convicção de que a internacionalização é um imperativo”, definiu.

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Diretora da CAPES explicou que o novo programa não encerrará as concessões de bolsa no formato balcão (Foto: Ribamar Neto – Divulgação/UFC)

A diretora de Relações Internacionais explicou que o novo programa não irá encerrar o processo de concessões de bolsa no formato balcão. “É um programa novo, com novos recursos e a previsão de uso com mais flexibilidade nas modalidades de bolsa e na utilização do recurso. Afinal, internacionalização não é um fim, é um meio”, concluiu.

Ceará
O pró-reitor de Relações Internacionais da UFC, José Soares de Andrade Júnior, enfatizou os esforços da instituição na seleção de projetos para estruturar o projeto institucional que será apresentado ao PrInt. “Internacionalizar é aumentar a eficiência acadêmica e do ensino nas universidades“. A Pró-Reitoria de Relações Internacionais (PROINTER), inclusive, foi criada há um ano, já como parte do empenho de internacionalização da instituição.

Os esforços parecem fazer resultado, conforme apresentou os dados do Ceará no Sistema Nacional de Pós-Graduação. O diretor de Programas e Bolsas no País da CAPES, Geraldo Nunes Sobrinho, destacou os números positivos do estado. “Ceará teve um bom desempenho na Avaliação Quadrienal e ficou acima da média nacional no recebimento de bolsas”.

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Geraldo Nunes Sobrinho destacou números positivos do Ceará (Foto: Ribamar Neto – Divulgação/UFC)

De 2010 a 2016, o estado aumentou em 59% o número de estudantes matriculados em cursos de mestrado e doutorado, saltando de 4.893 para 7.782 alunos. O número de titulados acompanha o crescimento, com uma evolução de 1.476 mestres e doutores em 2010, para 2.246 novos títulos em 2016. Hoje o Estado possui 184 cursos de pós-graduação, o equivalente a 15% dos cursos de mestrado e doutorado do Nordeste.

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O debate contou com a presença de pró reitores, coordenadores de PPGs e representantes de IES (Foto: Ribamar Neto – Divulgação/UFC)

(Sandra Inácio e Pedro Arcanjo – Fortaleza/CE - CCS/CAPES)

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