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Diretora da CAPES apresenta estratégias de internacionalização para universidades

Publicado: Segunda, 27 Novembro 2017 13:04 , Última Atualização: Terça, 28 Novembro 2017 16:34

A internacionalização das universidades também foi tema de painel durante o 33˚ Encontro Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (ENPROP), que aconteceu de 22 a 24 e novembro, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A diretora de Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Concepta McManus, reforçou que, quando se trata sobre internacionalização, não é suficiente pensar apenas em mobilidade, mas em estratégias que envolvem também a participação e organização das universidades. “O Brasil tem caído no ranking de inovação. Os outros países têm avançado muito rápido e precisamos de medidas urgentes para acompanhar esse crescimento.”

PrInt
O Programa Institucional de Internacionalização (CAPES/PrInt) foi um dos assuntos abordados durante a palestra. “Estamos elaborando programas específicos para problemas específicos. Nem todas as universidades podem ainda aplicar para o PrInt, porém os outros programas da CAPES continuam em vigência”, destacou a diretora.

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Para realizar o diagnóstico da atual situação de internacionalização das IES brasileiras, a CAPES enviou um questionário que foi estruturado tendo como base dois prontos principais – “situação atual de internacionalização da instituição” e “projeto de internacionalização” – a 430 instituições com programas de pós-graduação stricto sensu. “Por meio desta pesquisa, foi detectado que poucas IES têm planos de internacionalização e algumas ainda não têm condições sequer de implementar um. O primeiro passo é implementar estratégias em universidades que já têm os pré-requisitos. Após essa primeira etapa, a intenção é ajudar as demais instituições a construir seus planos”, explicou Concepta.

O Programa CAPES/PrInt foi lançado no dia 3 de novembro e o edital está com inscrições abertas até 18 de abril de 2018. Por meio dele, serão disponibilizados R$ 300 milhões anuais para apoio a Projetos Institucionais de Internacionalização, que receberão recursos para missões de trabalho no exterior, bolsas no país e no exterior e outras ações de custeio devidamente aprovadas pela CAPES.

Novos editais
Durante o painel, a diretora anunciou que os novos editais para os programas no exterior de Doutorado-sanduíche (PDSE), Doutorado Pleno, Pós-doutorado e Professor Visitante – júnior e sênior (PVE) devem sair nos próximos dias. Foram divulgadas, também, alterações em programas, como no de doutorado-sanduíche, em que a bolsa passa a ter vigência mínima de 6 meses e o bolsista deverá retornar ao país faltando, no mínimo, um semestre para o fim do curso. As universidades também terão que se atentar à qualidade da informação enviada para a CAPES – nenhum processo será refeito, ou seja, aqueles que forem enviados inadequadamente serão devolvidos. Todas as bolsas no exterior da CAPES passam a exigir proficiência em língua estrangeira e será estimulado o uso de plataformas internacionais. Outras ações envolvem assinatura do ORCID, para facilitar a captação de informações, e avaliação via SciVal, para ver a relação com países no exterior.

A Diretoria de Relações Internacionais também trabalha atualmente na avaliação dos programas em andamento, na definição de indicadores e na busca de parcerias internacionais para o PrInt.

Programa de excelência
A intenção de criação de um fundo privado para um Programa de Excelência também foi debatido no encontro. “Temos uma proposta de um programa de excelência, assim será possível aumentar não só a quantidade, mas também a qualidade das pesquisas. Precisamos induzir mudanças no padrão de governança e gestão de pesquisa nas universidades brasileiras e usar recursos não contingenciáveis para desenvolvimento de estudos de excelência”, resumiu a diretora de Relação Internacionais da CAPES. Para este programa estão previstas a construção de estratégias institucionais para a internacionalização, a identificação de hotspots para as demandas das cadeias produtivas e clusters de excelência em ciências básicas aplicadas.

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Segundo Concepta, este fundo privado será multiparticipativo e proveniente de recursos decorrentes da obrigação de investimento das empresas em pesquisa e desenvolvimento. “Tirando das agências de fomento a demanda de financiamento para pesquisas de excelência, que demandam maior quantidade de recursos, podemos usar o orçamento público para problemas específicos e reorganizar o fomento para ações estratégicas.”

ENPROP
O Encontro Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (ENPROP) ocorre anualmente em uma das regiões do país e conta com a participação de gestores das instituições de ensino superior de todo o país e dos diversos segmentos (públicos federais, estaduais e municipais, confessionais/comunitários, e particulares) que se dedicam regularmente à pesquisa, à inovação e à pós-graduação, além de gestores ministeriais, dirigentes das agências de fomento, pesquisadores renomados e convidados.

As atividades programadas têm como objetivo o debate amplo sobre temáticas relevantes no sentido de elaborar contribuições para o aprimoramento e superação de problemas, além de propiciar o compartilhamento de experiências bem-sucedidas. Neste ano, o ENPROP aconteceu na UFPB.

Veja o vídeo feito pela UFPB Acontece sobre o evento.

(Natália Morato – João Pessoa/PB - CCS/CAPES)

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