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Ciência sem Fronteiras

Artigo de bolsista da CAPES ganha prêmio de excelência em escrita

Publicado: Segunda, 02 Outubro 2017 10:41 | Última Atualização: Terça, 10 Outubro 2017 19:55

A bolsista do programa Ciência sem Fronteiras, Mariana Desireé Reale Batista, foi agraciada com o 1° lugar no prêmio Dr. Jackie Rehkopf de excelência em escrita técnica pelo artigo “Hybrid Cellulose-Inorganic Reinforcement Polypropylene Composites: Lightweight Materials for Automotive Applications”.

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Mariana é bolsista de doutorado em Ciência e Engenharia de Materiais na Michigan State University (MSU) (Foto: Acervo pessoal)

O artigo foi premiado pela Society of Plastics Engineers (SPE) na 17° Automotive Composites Conference & Exhibition (ACCE), realizada de 6 a 8 de setembro de 2017, decorrente de um estágio realizado pela pesquisadora na Ford Motor Company. “O objetivo do projeto foi reduzir a quantidade de reforços inorgânicos usados nos componentes dos veículos, e substituí-los por fibras de celulose que possuem diversas vantagens, tais como baixo custo, baixa densidade e menor impacto ambiental”, explicou a pesquisadora, formada em engenharia mecatrônica pela UNIFACS – Universidade Salvador.

Segundo Mariana, bolsista de doutorado em Ciência e Engenharia de Materiais na Michigan State University (MSU), nos Estados Unidos, o uso de fibras naturais na indústria automotiva é uma estratégia para produzir peças mais leves e, consequentemente, veículos mais econômicos e sustentáveis, estimando que, uma redução de 10 % na massa de um veículo, represente um potencial de economia de combustível de 3 a 7 %.

A bolsista explica ainda que o artigo aborda o desenvolvimento de um material compósito híbrido formado pela combinação de celulose e reforços inorgânicos (fibras de vidro ou talco) em uma matriz polimérica de polipropileno. “A vantagem de combinar dois ou mais tipos de fibras em uma única matriz é que as propriedades de uma fibra complementam o que falta na outra. O interesse em utilizar fibras naturais é que, além de serem recursos provenientes de fonte renovável, elas também têm boas propriedades mecânicas e consomem menos energia durante o processamento. A pesquisa mostra que compósitos híbridos com uma concentração ideal de celulose é uma alternativa viável para reduzir o uso dos reforços inorgânicos em muitas aplicações automotivas”.

Para a pesquisadora, a premiação foi um reconhecimento ao esforço e trabalho empreendidos. “Na posição de uma estudante internacional, me sinto orgulhosa de representar o Brasil no exterior e mostrar que o nosso país tem bons pesquisadores. Também me sinto privilegiada em desenvolver um projeto de pesquisa capaz de se tornar um produto real a ser implementado nos carros e que diminui o impacto ambiental e beneficia a sociedade”, disse. O artigo tem coautoria do orientador da bolsista, Dr. Lawrence Drzal, e de pesquisadores do grupo de Sustentabilidade e Materiais Emergentes da Ford, Dr. Alper Kiziltas e Dra. Deborah Mielewski.

Experiência
Mariana conta que participar do Ciência sem Fronteiras lhe proporcionou conhecer outras culturas, participar de congressos e interagir com pesquisadores renomados em sua área de estudo. “Sou grata ao programa Ciência sem Fronteiras por ter me dado a oportunidade de estudar fora e, portanto, busco aprender o máximo para adquirir mais conhecimento e experiência para levar para o Brasil. Vale ressaltar que o programa tem a consciência de que é preciso investir no futuro do nosso país e que a educação tem um papel importante neste processo”, acrescentou a bolsista.

A pesquisadora cita como um de seus planos para o futuro o desenvolvimento de materiais compósitos que contribuam para o avanço da sustentabilidade global. “Sempre me preocupei em pesquisar recursos renováveis e fibras naturais para valorizar as riquezas naturais abundantes no nosso país. Os benefícios vão além da melhoria das propriedades mecânicas de materiais compósitos, já que o cultivo das plantas das quais são extraídas estas fibras promovem a geração de mais emprego, o que mostra o seu aspecto social e econômico. Pretendo ainda compartilhar minhas experiências e transmitir o conhecimento que adquiri no exterior para motivar as pessoas a acreditarem que todos nós somos capazes de contribuir com algo para o crescimento do nosso país”, disse.

(Brasília – CCS/CAPES)

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