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Andifes promove encontro para debater políticas de pós-graduação e pesquisa

Publicado: Quarta, 31 Mai 2017 11:31 , Última Atualização: Quarta, 31 Mai 2017 12:00

Aconteceu nesta terça-feira, 30, em Brasília, o Seminário Andifes “Políticas de pós-graduação e Pesquisa para o Brasil, para onde vamos?”, com a presença de reitores, vice-reitores, pró-reitores e autoridades de instituições ligadas à educação, ciência e tecnologia.

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Durante a abertura do evento, a presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Ângela Cruz, falou sobre o encontro. “Quando assumimos a diretoria da Andifes, escolhemos temas para trabalhar com a comunidade acadêmica e com o Brasil. Alguns temas foram colocados extraordinariamente como o Enem, a reforma do ensino médio e outras agendas, mas já tínhamos pautado outros temas, que foram muito bem recebidos, como a internacionalização, que já tratamos em alguns debates, e as políticas de pesquisa de pós-graduação, que é considerado prioritário tendo em vista a evolução e expansão das universidades não apenas na graduação, mas também na pós-graduação.”

Ângela também falou das consequências desse crescimento. “Uma das principais marcas pós expansão que ocupa as agendas das universidades é que, nesse desenvolvimento, nós buscamos, junto com as políticas implementadas pela CAPES e pelo CNPq, a elevação da qualidade da pós-graduação e da avaliação. E um dos principais desafios que temos diz respeito às assimetrias, que é muito visível no Brasil, apesar de todo esforço de correção. Já melhoramos em vários aspectos, mas precisamos ainda corrigir alguns problemas, principalmente em um contexto em que a rede federal de universidades cresceu, comprovadamente pelo número de campus e universidades que criamos interior adentro, mas que, sem pesquisa e sem pós-graduação, não terá uma consolidação efetivada. Essas são algumas linhas gerais que nos motivam a chamá-los para um debate.”

CAPES
O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Abílio Baeta Neves, fez um balanço da CAPES de 2016 para 2017 e falou sobre propostas que estão sendo discutidas para o combate às assimetrias. “O combate às desigualdades precisa não só continuar, como precisa ser fortalecido. A expansão das universidades federais nos últimos tempos, a multiplicação de campi Brasil afora e sobretudo em regiões não exatamente densas em recursos humanos qualificados traz novos desafios e recria desigualdades e assimetrias que precisam ser corrigidas.”

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Internacionalização
O presidente também falou do compromisso da CAPES em defender o Sistema Nacional de Pós-graduação (SNPG) em suas demandas fundamentais. “O compromisso básico da CAPES é o SNPG e a política de formação de professores do ensino básico. Também estamos construindo, em conjunto com as universidades, o novo programa de internacionalização. Para este programa, a proposta é usar uma verba extra orçamentária para que não sejam afetados os programas ‘balcão’.”

Avaliação
Sobre a Avaliação, Abílio falou acerca da necessidade de aproximar e alinhar os entendimentos básicos do Conselho Técnico-Científico (CTC-ES) com a dinâmica variável e diversificada de crescimento e fortalecimento da pós-graduação e do SNPG. “A tendência será discutir se não deveríamos ter várias avaliações, que contemplassem realidades distintas, projetos institucionais distintos, projetos regionais distintos e necessidades distintas. A ideia de termos uma única avaliação que tenha que responder por um conceito de excelência talvez seja um ponto polêmico, sobretudo quando confrontado com as diferentes dinâmicas das universidades.”

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O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Paulo Barone, falou da importância do seminário. “São em ocasiões como essas que temos oportunidades de debater temas sobre os rumos que o sistema brasileiro precisa assumir e as missões das universidades para o desenvolvimento global do país. Ao longo dos PNPGs [Plano Nacional de Pós-graduação], algumas questões sempre estiveram presentes, como a redução das assimetrias e a qualificação de recursos humanos em nível de mestrado e doutorado. Agora ganharam também dimensão a interdisciplinaridade e a formação para fora da academia. E esses são desafios que temos que enfrentar. São desafios ligados a contribuir com a educação básica e para o desenvolvimento da inovação, portanto do setor produtivo, de tal maneira que possa haver uma conexão de resultado econômico com a produção de conhecimento.”

Também participaram da primeira mesa de discussões o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PNPG, Jorge Audy, o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mário Neto, o 1º vice-presidente da Andifes, Paulo Márcio, e o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich.

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A segunda mesa do encontro foi composta por representantes da ABC, do Colégio de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação da Andifes (Copropi/Andifes), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

(Natália Morato)

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