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Ciência sem Fronteiras

Bolsista participa de projeto de construções de casa contra incêndios

Publicado: Quarta, 13 Janeiro 2016 15:00 | Última atualização: Segunda, 06 Junho 2016 12:16

A atuação do bolsista de graduação-sanduíche do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) Gabriel Agrisi na Gonzaga University possibilitou que o estudante brasileiro participasse de um projeto de grande relevância para o estado de Washington, Estados Unidos. Gabriel foi selecionado para fazer parte da equipe do professor Noel Bormann no projeto que recebeu US$ 15 mil da agência de proteção ambiental americana ( EPA) para evitar futuros incêndios na região.

O projeto envolve a construção de casas mais seguras contra o fogo, que, no último verão, atingiu a região de maneira recorde: foram cinco grandes incêndios no estado. “Recentemente o estado de Washington foi atingido por vários incêndios e a universidade sentiu necessidade de fazer algo em relação a isso. Foi reunido um grupo com sete estudantes e felizmente tenho a oportunidade de estar entre eles. Nosso projeto tem como intenção criar uma casa sustentável e mais resistente a incêndios. A equipe estará criando três amostras de paredes: uma não-sustentável, uma sustentável, porém com preço elevado, e a última que seria um meio termo entre esses parâmetros”, explica Gabriel.

Gabriel Agrisi participa do projeto para a construção de casas mais seguras contra incêndios na Gonzaga University, Estados Unidos (Foto: Arquivo Pessoal)
Gabriel Agrisi participa do projeto para a construção de casas mais seguras contra incêndios na Gonzaga University, Estados Unidos (Foto: Arquivo Pessoal)

A partir da apresentação dos modelos, o projeto foi contemplado com a ajuda do governo norte-americano, conta o estudante. “Depois de apresentarmos nossa proposta e nossos objetivos, a equipe foi recebeu o apoio de US$15 mil da Enviromental Protection Agency, a agência de proteção ambiental dos Estados Unidos. Outro motivo muito importante de termos recebido esse auxílio se deve ao fato de estarmos muito próximo a todas as queimadas que aconteceram nos últimos anos e, sendo assim, podemos trazer resultados mais impactantes.”

Experiência e retorno

Gabriel demonstra satisfação com a experiência no exterior e esperança de agregar conhecimentos importantes quando retornar ao país. “A minha experiência no exterior vem sendo excelente, o contato que estou tendo aqui, sendo no meio acadêmico ou social, vem me acrescentando muito. A Gonzaga University é uma ótima instituição de ensino e muito acolhedora, além de todo o suporte que o programa Ciências Sem Fronteiras vem me proporcionando, o que facilita muita minha adaptação. Vejo essa experiência como sendo de alta importância em minha carreira, aqui estou tendo a oportunidade de ter um diferente ponto de vista e, quem sabe assim, posso acrescentar algo inovador para o mercado quando eu voltar para o Brasil.”

O bolsista tem confiança de que poderá, inclusive, aplicar o que aprendeu na resolução de problemas de sua cidade natal. “Em relação à parte organizacional está sendo excelente. Estou tendo uma ideia de como gerenciar projetos, traçando objetivos e metas. Também estou aprendendo muito na parte didática e espero poder aplicar todo esse conhecimento quando eu voltar. Sou de Marilândia, uma pequena cidade do interior do Espirito Santo, e, recentemente, a cidade foi atingida por queimadas, algo muito incomum na região. Quem sabe quando eu voltar eu possa ajudar de alguma forma e fazer a diferença”, conclui o estudante.

A equipe recebeu US$ 15 mil da agência de proteção ambiental americana (EPA) para evitar futuros incêndios na região (Foto: Arquivo Pessoal)
A equipe recebeu US$ 15 mil da agência de proteção ambiental americana (EPA) para evitar futuros incêndios na região (Foto: Arquivo Pessoal)

CsF
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq. Ao todo, 101.446 bolsas foram concedidas em quatro anos, conforme meta inicial do programa.

Consulte nesta página matérias sobre a atuação dos bolsistas do CsF.

(Pedro Arcanjo)

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