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Ciência sem Fronteiras

Ex-bolsista participa de competição de construção de pontes de aço nos EUA

Publicado: Terça, 29 Dezembro 2015 11:59 | Última Atualização: Segunda, 06 Junho 2016 12:15

O ex-bolsista do programa Ciência sem Fronteiras Rafael Garcia de Lima Beleza teve uma oportunidade única durante a graduação-sanduíche que realizou no curso de engenharia civil da Portland State University, nos Estados Unidos. Rafael foi o único estudante brasileiro a participar da National Student Steel Bridge Competition, a maior competição de construção de pontes de aço dos EUA.

Na competição, os estudantes apresentam seus projetos em partes de aço padronizadas que devem ser montadas seguindo uma série de regras (Foto: Arquivo Pessoal)
Na competição, os estudantes apresentam seus projetos em partes de aço padronizadas que devem ser montadas seguindo uma série de regras (Foto: Arquivo Pessoal)

Promovida pela American Society of Civil Engineers, a competição aconteceu em abril deste ano. “Para participar, os estudantes apresentam seus projetos em partes de aço padronizadas, que devem ser montadas seguindo uma série de regras, e serão julgados em uma série de quesitos tais como design, peso-próprio, tempo de construção, deflecção, deflecção lateral e capacidade de carga”, explica Rafael.

Rafael realizou graduação-sanduíche no curso de engenharia civil da Portland State University (Foto: Arquivo Pessoal)
Rafael realizou graduação-sanduíche no curso de engenharia civil da Portland State University (Foto: Arquivo Pessoal)

O estudante foi o único integrante internacional do time de engenheiros da Portland State University. “O projeto da ponte iniciou-se em setembro de 2014 e só foi completamente finalizado um dia antes da competição. Minha atribuição primária era de ‘Project Designer’, mas eu participei de todas as etapas do projeto, ajudei na criação do design, cálculo estrutural, modelação 3D, fabricação das peças: literalmente cortando e soldando aço”, lembra o estudante.

O estudante foi o único integrante internacional do time de engenheiros da universidade (Foto: Arquivo Pessoal)
O estudante foi o único integrante internacional do time de engenheiros da universidade (Foto: Arquivo Pessoal)

Aprendizado e continuidade
De volta ao Brasil como estudante de engenharia civil da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Rafael pretende aplicar o que aprendeu à realidade brasileira. “Essa experiência única me proporcionou um aprendizado técnico incrível, contudo o mais valioso foi o desenvolvimento de características como liderança, trabalho em equipe e resolução de problemas. Pretendo implementar workshops dos programas que utilizei para o projeto em minha universidade e, quem sabe, começar uma competição do mesmo segmento no Brasil.”

A competição é promovida pela American Society of Civil Engineers (Foto: Arquivo Pessoal)
A competição é promovida A competição é promovida pela American Society of Civil Engineers (Foto: Arquivo Pessoal)pela American Society of Civil Engineers (Foto: Arquivo Pessoal)

O estudante brasileiro também foi selecionado como membro vitalício da Golden Key International Honour Society, a maior sociedade de honra de colegiado do mundo, que admite apenas os 15% melhores estudantes em oito países. Além disso, Rafael realizou estágio acadêmico com o título sob a supervisão dos pesquisadores Christoper Monsere e Sirisha Kothuri. “Minha pesquisa foi um projeto em parceria entre três grandes instituições, Northern Arizona Umiversity, Portland State University e Oregon Department of Transportation, onde tive a oportunidade de trabalhar no desenvolvimento do transporte dos EUA”, conta.

A trajetória de Rafael pode servir de exemplo a outros alunos brasileiros. “Espero que minha história possa inspirar novos estudantes a dar o seu máximo sempre e não ter medo de assumir a responsabilidade de liderar a construção do Brasil e de seu próprio futuro”, conclui.

 

De volta ao Brasil, como o estudante de engenharia civil da Universidade Federal de Alagoas, Rafael pretende aplicar o que aprendeu à realidade brasileira (Foto: Arquivo Pessoal)
De volta ao Brasil, como o estudante de engenharia civil da Universidade Federal de Alagoas, Rafael pretende aplicar o que aprendeu à realidade brasileira (Foto: Arquivo Pessoal)

CsF
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq. Ao todo, 101.446 bolsas foram concedidas em quatro anos, conforme meta inicial do programa.

Consulte nesta página matérias sobre a atuação dos bolsistas do CsF.

(Pedro Arcanjo)

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