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Ciência sem Fronteiras

Ex-Bolsista participa de eventos internacionais sobre segurança alimentar

Publicado: Terça, 24 Novembro 2015 10:58 | Última Atualização: Segunda, 06 Junho 2016 12:15

A ex-bolsista do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) Claudia Coleoni tem utilizado os conhecimentos adquiridos durante sua formação no exterior para participar de uma série de eventos internacionais sobre segurança alimentar. Entre eles, o encontro Youth Ag-Summit, que reuniu 100 jovens líderes entre 18 e 25 anos de idade de 33 países, na cidade de Canberra, Austrália, para trocar ideias sobre o papel exercido pela ciência e pela agricultura moderna para alimentação da população mundial.

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Claudia Coleoni tem utilizado os conhecimentos adquiridos durante sua formação no exterior para participar de uma série de eventos internacionais sobre gestão ambiental (Foto: Acervo Pessoal)

Estudante do 10º semestre de Gestão Ambiental da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo, (ESALQ/USP), Claudia explica que o objetivo do encontro era responder a pergunta "Como alimentar um planeta faminto?", levando em consideração o contexto de que em 2050 teremos 9 bilhões de habitantes. "Dentre cerca de 2 mil dissertações inscritas do mundo todo, tive minha proposta selecionada e pude representar o Brasil na temática da segurança alimentar."

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O objetivo do encontro era responder a pergunta “Como alimentar um planeta faminto?" (Foto: Acervo pessoal)

Em sua dissertação, a ex-bolsista defendeu a ideia de que a insegurança alimentar pode ser combatida com ações contra o desperdício e perda de alimentos ao longo da cadeia de produção. "Devido ao aumento da população urbana a nível mundial, os governos deveriam integrar a agricultura urbana e periurbana no desenvolvimento de políticas públicas. Para reduzir o desperdício de alimentos na etapa do consumo, levando em consideração o contexto urbano, propus como solução reintegrar o consumidor ao produtor de alimentos, com a parceria de cooperativas, fornecedores, restaurantes, supermercados, feiras urbanas e instituições de ensino de todos os níveis, desde iniciativas educacionais como o plantio em hortas até a pesquisa & desenvolvimento", explica.

De acordo com Claudia, o Youth Ag-Summit proporcionou o ambiente ideal para o desenvolvimento de soluções para a insegurança alimentar no mundo sob a perspectiva da juventude. "Interagi todos os dias com pessoas que fazem a diferença a nível local e global, desenvolvi amizades para a vida toda, e conheci um pouco mais sobre a realidade da agricultura ao redor do mundo, o que certamente contribuiu tanto para o meu desenvolvimento profissional quanto pessoal".

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A estudante foi bolsista de graduação sanduíche do CsF, durante agosto de 2012 e Maio de 2013 (Foto: Acervo pessoal)

Os estímulos colocados pelo encontro também se deram na esfera individual, por meio do desafio de "Três Pequenas Ações", como um compromisso coletivo de colocar em prática as soluções que formuladas no Youth Ag-Summit. "No meu caso, as minhas 'pequenas ações' envolvem a disseminação da "Declaração de Camberra" do Youth Ag-Summit e a integração entre diferentes iniciativas voltadas à segurança alimentar da ESALQ/USP com as atividades dessa temática no município de Piracicaba-SP, onde se localiza o meu campus universitário", conta.

Antes desse encontro na Austrália, em agosto, Claudia já havia participado de eventos na Tailândia e na França. "A graduação-sanduíche nos EUA foi a precursora do meu envolvimento cada vez maior em projetos internacionais. Em 2014, por exemplo, pude apresentar um trabalho sobre desenvolvimento sustentável local e a construção de barragens na Kasetsart University, Tailândia, e participei de um simpósio sobre "Educação para a Cidadania Global" na sede da UNESCO, em Paris, França".

Intercâmbio
Claudia foi bolsista de graduação sanduíche do CsF, durante agosto de 2012 e Maio de 2013, como estudante de Gestão Ambiental na Indiana University Bloomington. "Escolhi cursar disciplinas com ênfase nos meios naturais e urbanos sob a perspectiva norte-americana e, no decorrer do ano acadêmico, interessei-me pela pesquisa na área de sustentabilidade em sistemas sócio-ecológicos".

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Para a ex-bolsista, o intercâmbio foi de formação e aprendizado multicultural, o que influi inclusive no olhar sobre o Brasil (Foto: Acervo pessoal)

O período foi marcado pela participação em diversos eventos acadêmicos. "Participei de palestras do centro de pesquisa Vincent and Elinor Ostrom Workshop in Political Theory and Policy Analysis e apresentei trabalho sobre o conceito de "Ecologia de Saberes", na 6ª Conferência Anual da International Public Affairs Association (IPAA), promovida pela School of Public and Environmental Affairs (SPEA). Além disso, fui voluntária em uma horta comunitária na cidade de Bloomington e desenvolvi atividades educacionais junto ao Departamento de Sustentabilidade da universidade", enumera.

Estágio
Por meio de um projeto na disciplina Gestão de Floresta Urbana, a estudante se envolveu em um projeto que consistia no inventário de árvores de rua e na análise da condição da floresta urbana em Bloomington. "Por conta da minha exposição à temática da floresta urbana, fui aceita como estagiária do Departamento de Bens e Serviços Educacionais da International Society of Arboriculture (ISA), em Champaign, Illinois, durante os meses de maio a agosto de 2013. Minhas atividades envolviam pesquisa sobre modelos bem-sucedidos de gestão de floresta urbana nos EUA e em outros países, autoria de artigos para a revista Arborist News, auxílio no desenvolvimento de cursos online e atualização de materiais educativos sobre arboricultura".

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Claudia também participou de eventos na Tailândia e na França (Foto: Acervo pessoal)

A partir da experiência no estágio, Claudia participou da Conferência Internacional Anual da ISA, em Toronto, no Canadá. "Foi uma oportunidade incrível, já que tive contato direto com pesquisadores da área de floresta urbana vindos de vários lugares do mundo, e resultou em uma colaboração direta com um grupo de pesquisa da área (Urban Tree Growth and Longevity Working Group)".

Retorno
De volta ao Brasil, a estudante acredita que sua experiência pode servir como exemplo para outros futuros bolsistas. "Não tenho dúvidas de que, ao compartilhar minhas experiências individuais no exterior, estarei incentivando meus colegas e minha instituição a continuamente proporcionar novas metodologias e oportunidades de ensino-aprendizagem a todos os estudantes, saindo do modelo tradicional da sala de aula. Progressivamente, novos trabalhos profissionais, novas pesquisas e iniciativas de negócio serão disseminadas pelo Brasil, a partir, principalmente, do intercâmbio de conhecimentos entre instituições de ensino superior no Brasil e no exterior".

Os impactos desse exemplo já começam a ser sentidos na instituição de Claudia no Brasil. "Ao regressar ao Brasil, por exemplo, pude compartilhar com professores e colegas de graduação e pós-graduação as diferenças e semelhanças entre o ensino norte-americano e brasileiro, possibilitando também o desenvolvimento de projetos e pesquisas acadêmicas sob uma perspectiva internacional. Além disso, a cada nova experiência internacional, tenho a oportunidade de me envolver em iniciativas locais, o que gera um impacto direto na minha instituição. Em termos práticos, um dos meus objetivos ao voltar do programa Ciência Sem Fronteiras era engajar os estudantes de graduação da minha universidade em discussões da temática ambiental a nível internacional. Para isso, liderei uma pequena equipe da ESALQ/USP durante uma Simulação da ONU organizada pela Harvard University em 2014, resultando em premiações individuais e no prêmio de 'Melhor Delegação Pequena'. Isso demonstra que a graduação-sanduíche tem o potencial de multiplicar boas ideias e engajar instituições em novos projetos educacionais no Brasil e no exterior".

Para saber mais sobre o Youth Ag-Summit, acesse. Assista a um vídeo com o depoimento da estudante sobre o evento na Austrália.

CsF
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq. Ao todo, 101.446 bolsas foram concedidas em quatro anos, conforme meta inicial do programa.

Consulte nesta página matérias sobre a atuação dos bolsistas do CsF.
Outras informações, no site www.cienciasemfronteiras.gov.br.

(Pedro Arcanjo)

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