Com a finalidade de aumentar ainda mais a transparência da Avaliação Trienal 2007, estamos
colocando à disposição de toda a comunidade planilhas que permitem a comparação dos dados de cada
programa com os demais de sua área.
As planilhas são de fácil compreensão. Estão organizadas por área, programa, e em ordem
decrescente da nota aprovada pelo Conselho Técnico Científico (CTC) em sua reunião de outubro deste
ano. Nas planilhas constam, ainda, a modalidade do curso (acadêmico ou profissional), seu ano de
início, o conceito a ele atribuído em 2007, a média de docentes permanentes em cada ano do triênio
(arredondada para o número inteiro), o número de teses e dissertações concluídas no período
2004-2006, a razão dissertações/teses neste período, os artigos, trabalhos completos em anais,
livros e capítulos de livros. Caso as Comissões de Área tenham corrigido os dados brutos informados
no Coleta, tais correções são as que constam das planilhas.
A proporção entre teses e dissertações foi considerada pelo CTC como um indicador da solidez
de um curso de doutorado. Como são titulados perto de 35 mil mestres ao ano e quase 10 mil
doutores, a proporção do sistema é 3,5 dissertações por tese. Contudo, esse dado inclui as
dissertações concluídas em programas que apenas contam com o mestrado. Portanto, conforme a área, é
razoável esperar que um curso de doutorado e mestrado (o único para o qual vale a proporção
indicada) forme até 2 ou 2,5 mestres para cada doutor que titula.
Nas recomendações das comissões de área para as notas 6 e 7, a proporção entre teses e
dissertações foi de 1,55, em média. Em princípio, quanto menor a proporção da relação
dissertações/teses, mais indícios há de maior dedicação do programa ao doutorado, seu estágio de
consolidação, sua capacidade de formação de doutores ou seu poder de atração de doutorandos que
fizeram mestrado em outros programas.
Todos esses fatores contribuem para considerar que os programas com menor proporção de
dissertações/teses, são aqueles que, não só na sua área, mas também na grande área e o esforço
geral de capacitação de recursos humanos, dedicam-se mais fortemente à formação de doutores no país
e, portanto, são candidatos para os conceitos 5, 6 e 7, desde que também apresentem desempenho
destacado nos demais quesitos para esse fim estabelecidos.
Recordamos que nem todas as áreas consideram os trabalhos em anais ou os livros como produção
científica relevante. A orientação da Diretoria da CAPES, contudo, desde abril de 2004, é que, nas
áreas em que livros são considerados a produção científica mais importante, eles sejam avaliados e,
por conseguinte, tenham o devido papel na avaliação dos programas. Não obstante, registramos, com
satisfação, que todas as áreas da pós-graduação vêm produzindo livros de maneira crescente nos
últimos anos.
Presidência da CAPES


