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Palestra

Abilio B. Neves fala de perspectivas para cursos de pós-graduação no país

Publicado: Quinta, 16 Fevereiro 2017 10:28 | Última Atualização: Quinta, 16 Fevereiro 2017 11:31

O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Abilio Baeta Neves, proferiu uma palestra nesta quarta-feira, 15, na Universidade de Brasília (UnB), sobre as “Perspectivas da CAPES para os cursos de pós-graduação”.

Abilio iniciou falando sobre o compromisso da CAPES com o fortalecimento da pós-graduação brasileira, além das ações para formação de professores da educação básica. Para isso, tratou sobre a retomada do orçamento da agência para a continuidade das ações de apoio aos programas de pós-graduação, em especial os recursos destinados à recomposição do Programa de Excelência Acadêmica (Proex) e do Programa de Apoio à Pós-Graduação (Proap). “A CAPES quer garantir o apoio de maneira a acompanhar a expansão do Sistema Nacional de Pós-graduação (SNPG). O SNPG cresce em cerca de 300 novos cursos por ano e esses novos cursos têm expectativa legítima de ter apoio da CAPES. Vamos trabalhar para cada vez mais recuperar a capacidade de investimento no sistema de pós-graduação”, disse o presidente da agência.

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Para Abilio, a internacionalização das universidades contribui para a qualidade da pesquisa brasileira (Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

Avaliação
Abilio também falou sobre a Avaliação Quadrienal. “A CAPES, como vocês sabem, é responsável pela avaliação do SNPG. Um dos aspectos da Avaliação é que ela é referência para o fomento. O resultado da Avaliação tem impacto sobre o fomento, por exemplo, quando um programa alcança conceito 6 ou 7, ele passa a ser beneficiado pelo Proex.”

Outro aspecto levantado pelo presidente da CAPES, notado nas avaliações, foi o crescimento do sistema, que forma cada vez mais mestres e doutores, gerando um aumento significativo na produção científica e tecnológica nacional. “Por um lado temos este aumento, mas, por outro lado, temos o reconhecimento de que essa produção científica brasileira poderia ser de maior e melhor qualidade se compararmos com a produção científica de países com alguns sistemas de pós-graduação menores que o nosso. Além disso, se medirmos a qualidade dessa produção pelo impacto dos artigos, nós vemos que o Brasil está abaixo de países com um sistema universitário que investe até menos do que investimos em pesquisa. Este é um tema importante, que a CAPES não pode ficar alheia. Sendo assim, nem o processo de avaliação fica alheio a esta situação, nem o nosso esforço de repensar programas de fomento.”

Internacionalização
Neste sentido, Abilio tratou sobre um tema muito discutido ultimamente pela agência, que é o da internacionalização das universidades. “A CAPES tem trabalhado para formatar um programa de apoio à internacionalização das universidades baseado no fato de que este processo deve ser matéria e decisão da própria universidade. Portanto, precisa ser sustentado como projeto institucional, tendo metas de médio e longo prazo. A CAPES quer apoiar não apenas a elaboração, mas a concepção dos projetos. Quanto mais avançarmos e tivermos sucesso na questão da internacionalização, mais isso contribuirá para a aproximação da qualidade da nossa pesquisa com a quantidade da produção científica divulgada pelo Brasil, pelos nossos programas de pós-graduação e pelos nossos pesquisadores.”

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Presidente da Capes ressaltou em sua fala o compromisso da agência no fortalecimento do SNPG (Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

Abilio também falou sobre a retomada dos programas de apoio a bolsas no exterior, tendo concedido recentemente cerca de 4.500 bolsas de doutorado-sanduíche, além da expectativa de lançamento de editais de doutorado pleno e pós-doutorado, já em fase de finalização. “O principal foco desse esforço é provocar as universidades para que elas construam estratégias consistentes de internacionalização, saibam dizer quais são as suas prioridades, os parceiros prioritários e usem bem os instrumentos que estarão à disposição para este processo. É preciso aumentar a qualidade da produção científica e isso há de se dar com o aprofundamento da inserção dos nossos grupos de pesquisas e instituições no cenário internacional de produção de conhecimento e de desenvolvimento tecnológico”, finalizou.

(Natália Morato)

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