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Primeiro Ciência é 10! muda dinâmica das aulas em Pernambuco

Publicado: Quinta, 11 Abril 2019 11:49 , Última Atualização: Quarta, 25 Março 2020 17:41

Em Pernambuco, as aulas sobre fungos, da professora Gorete Alves, de Santa Cruz do Capibaribe, ou sobre o efeito estufa, do professor Gilmax Lima, de Lagoa de Itaenga, ganharam uma nova dinâmica: com acesso à informação por diferentes meios e trabalhos que modificam o espaço tradicional da classe, seus alunos se tornaram mais participativos e discutem com interesse renovado o conteúdo proposto. Isto é resultado de um processo de ensino e aprendizagem diferente, que mostram ao estudante que ciência pode – e deve – ser atrativa.

Gorete e Gilmax, que atuam em escolas distantes 130 km uma da outra, e outros 98 professores de diversas partes do estado fizeram o primeiro curso do Ciência é 10!. “Com a participação no curso, vi que é possível utilizar diversas maneiras de estimular os alunos a aprender”, descreve Gorete, que usa vídeos, exemplos reais e dinâmicas participativas como forma de despertar o interesse do estudante.

“Dou liberdade ao aluno para apresentar posições sobre determinados assuntos para além do que está sendo apresentado em sala de aula, para que possam mostrar suas experiências e trazer um pouco da realidade deles”, conta Gilmax, que organiza debates na classe para que seus pupilos defendam suas posições.

Na avaliação do coordenador do Polo Universidade Aberta do Brasil (UAB) do município de Carpina, Manoel Terêncio dos Santos, o Ciência é 10! é uma experiência exitosa, pois apresentou uma formação diferenciada e inovadora, que levanta a autoestima do profissional, muda a sua prática de ensino e contribui para uma melhor qualidade da educação.

Terêncio dos Santos completa: “Atingiu um grande objetivo que é levar para o interior do País o conhecimento e contribuir para a redução das desigualdades”. Essa também é a visão do coordenador na cidade de Santa Cruz de Capibaribe, Wantuir Queiroz. “Hoje os professores não precisam se deslocar longas distâncias para ter acesso a uma formação de qualidade”, reflete.

Experiência piloto no País, a capacitação envolveu seis polos da Universidade Aberta do Brasil, ao longo de 18 meses, em 2017 e 2018. “Os resultados alcançados foram além das expectativas. Tanto que essa formação será implementada em outras instituições”, destaca Inácio Gilvando Ribeiro, coordenador do Ciência é10! pelo Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), parceiro da CAPES na implantação do projeto-piloto desta iniciativa.

(Brasília – CCS/CAPES)
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