Notícias Jornal Irlandês destaca a presença de estudantes brasileiros no país
Ciência sem Fronteiras

Jornal Irlandês destaca a presença de estudantes brasileiros no país

Publicado: Sexta, 06 Março 2015 14:38 , Última Atualização: Segunda, 06 Junho 2016 12:07

O jornal irlandês The Irish Times publicou uma reportagem especial destacando a presença de jovens brasileiros estudantes no país. De acordo com a publicação, cada vez mais bolsistas do Brasil chegam ao país para estudar ciência no ensino superior atraídos pela instrução em inglês e a localização da Irlanda na Europa. A matéria enfatiza as ações do Programa Ciência sem Fronteiras como definitivas na mudança desse cenário recente.

A Irlanda ingressou na iniciativa em 2013, quando 537 brasileiros aplicaram para realizar graduação-sanduíche em instituições irlandesas. Em seguida um grupo de 646 brasileiros foram recebidos encaminhados da chamada para Portugal. Hoje, 26 instituições irlandesas de ensino superior participam do Ciência sem Fronteiras. Os três principais destinos são University of Limerick, Waterford Institute of Technology e NUI Galway. As principais áreas de estudo são ciência, engenharia, tecnologia e matemática.

O jornal afirma que embora o número de estudantes brasileiros na Irlanda ainda fique atrás de outros países parceiros do Brics, China e Índia, o fluxo de estudantes brasileiros está crescendo a um ritmo mais rápido. O feedback positivo das primeiras aplicações de admissão fez com que o número quase duplicasse em 2014 e, este ano, 1084 os brasileiros aplicaram para o ano letivo que começa em setembro.

A publicação ouviu a diretora de Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Denise de Menezes Neddermeyer, sobre essa intensa parceria. "A Irlanda tem sido uma agradável surpresa para nós", disse a diretora ao jornal irlandês. Neddermeyer descreveu com elogios o trabalho das autoridades irlandesas para atender às necessidades do lado brasileiro. "A ação proativa por parte do governo irlandês tem sido um fator fundamental para o sucesso da parceria", afirmou.

Acesse o vídeo produzido pelo jornal.

Depoimentos de bolsistas brasileiros publicados pelo jornal:

Sheila Castilho de Sousa, 30 anos
Do Paraná. Doutoranda em linguística computacional na Dublin City University.

"Antes de vir, tudo que eu sabia sobre a Irlanda é que ela costumava ser parte do Reino Unido, porque eu vivi na Inglaterra há algum tempo, e que eu tinha que comprar euros para vir aqui. E que vocês gostam de cerveja. Agora, eu amo Dublin. Eu acho que é um lugar maravilhoso para se viver. O povo irlandês é muito amigável. É diferente de quando eu morava na Inglaterra. Lá eu tinha apenas um amigo inglês, aqui mais da metade dos meus amigos são irlandeses. As pessoas aqui são mais abertas, te fazem sentir muito bem-vindo.

Eu tenho alojamento na própria universidade, o que foi muito útil, e abrir uma conta bancária foi muito tranquilo, porque há uma filial no campus.

Uma coisa que eu não gosto é que o visto é muito caro para estudantes brasileiros. São €300 e precisamos renovar a cada ano. Acho que eles deveriam emiti-lo para a duração do seu curso. Eu vou ficar aqui por três anos, por isso é muito caro renová-lo a cada ano. Tornaria a vida de estudante maneira mais fácil se isso mudasse.

Eu também não gosto da falta de luz do sol, mas eu não acho que vocês podem fazer nada sobre isso."

Luiz Fernando Zago, 24 anos
De Santa Catarina. Graduação-sanduíche em Negócios Institute of Technology Sligo, 2013-2014.

"Nós não ouvimos muito sobre a Irlanda no Brasil e então nós temos esta imagem de bares, cervejas e um monte de campo, mas, quando cheguei, percebi que é um país muito diferente do que esperava, é muito mais desenvolvido. Eu não sabia que a sede europeia do Google, Microsoft e Facebook estavam todos lá. Embora alguns dos moradores discordem de mim, eu encontrei padrões de vida muito elevados na Irlanda. Comparado ao Brasil, as coisas são muito mais fáceis.

Os professores irlandeses estão preocupados que você esteja realmente aprendendo o que estão ensinando e não apenas recebendo o conteúdo do curso. Eles se certificavam que eu estava realizando atividades extracurriculares, o que não é tão comum no Brasil.

Voltei à Irlanda em outubro passado para a formatura e levei meus pais. Foi uma experiência muito boa. Foi a primeira viagem deles ao exterior. Eu também os levei a Londres, Roma e Paris, mas eles disseram que o lugar que mais gostaram foi Sligo. Eu não sei o que a Irlanda tem, mas o ambiente é perfeito para os brasileiros. Todo mundo que eu conheço que foi ama lá."

(Com informações do The Irish Times)

Compartilhe o que você leu