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Ciência sem Fronteiras

Bolsista de graduação-sanduíche cria lanterna capaz de erradicar infecções

Publicado: Terça, 06 Janeiro 2015 15:31 , Última Atualização: Segunda, 06 Junho 2016 12:05

O ex-bolsista do Programa Ciência Sem Fronteiras (CsF), Caio Moreira Guimarães, foi premiado pela Universidade de Harvard e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) pelo desenvolvimento de uma "lanterna medicinal" portátil capaz de erradicar infecções provocadas por bactérias resistentes a antibióticos, usando apenas algumas frequências de luz.

Caio, aluno de engenharia Elétrica da Escola Politécnica de Pernambuco (POLI/UPE), foi selecionado pelo CsF e cursou dois semestres em Nova York, na Hofstra University. Lá, teve aulas de engenharia elétrica biomédica e assim conseguiu uma vaga para pesquisar em um dos laboratórios de maior prestígio no mundo, o Wellman Center for Photomedicine, em Boston.

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O invento o levou a ser convidado a apresentar um pôster, junto com outros cientistas, em um evento de conclusão do programa HST Summer Institute, o qual reúne os melhores estudantes da área médica e tecnológica do mundo tendo seu trabalho sido classificado e escolhido por cientistas de Harvard e do MIT como o melhor pôster do evento.
Em reconhecimento ao seu projeto, recebeu o convite do chefe do laboratório onde pesquisa, Dr. Yun, para apresentar sua nova tecnologia em fevereiro de 2015 na Photonics West, considerada a maior conferência de foto medicina do mundo, realizada em San Francisco/Califórnia, representando o Harvard e o MIT.

Assista ao vídeo com Caio, preparado pelo jornal Diário de Pernambuco: http://youtu.be/ZsJ9sMOHSQs

CsF
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras já concedeu mais de 87 mil bolsas. O programa busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq.

Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior. Dados do programa podem ser consultados no Painel de Controle do CsF.

(Com informações da Escola Politécnica)

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