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Mestrado Nacional Profissional em Física é lançado na Capes

Escrito por Coordenação de Comunicação Social | Publicado: Quarta, 28 Agosto 2013 19:09 , Última Atualização: Quarta, 21 Mai 2014 20:31

Foi lançado nesta quarta-feira, 28, na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Programa de Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física – MNPEF (ProFis). Segundo o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, o programa é fruto do já existente Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (ProfMat), que atualmente é o maior curso de pós-graduação no país. "Houve uma resistência para a criação dos mestrados profissionais semipresenciais, porém foi adotado o critério das âncoras – no caso do ProfMat, a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), que deu muito certo. O fato de os programas estarem ligados a instituições já consolidadas nos deu a garantia de que começariam bem."

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Além do ProfMat e do ProFis, lançado nesta quarta-feira, também já está em funcionamento o Programa de Mestrado Profissional em Letras (ProfLetras), que iniciou com 800 vagas e uma demanda de 15 mil candidatos. "A vantagem de se fazer um programa em rede nacional é a questão da escala. Ter a oportunidade de ofertar no Brasil cursos de qualidade em escala é um grande avanço, pois os desafios que o país propõe são enormes. Nós não temos problemas pequenos", disse o diretor de Educação a Distância da Capes, João Carlos Teatini. O diretor completou dizendo que ações como essa só são possíveis, pois são executadas por meio dos três pilares que a Capes enfatiza: indução, fomento e flexibilidade.

O presidente do Conselho Nacional de Educação, José Fernandes Lima, elogiou a mobilização da fundação para a questão da educação básica. "A educação básica assumiu um status de assunto estratégico para o país. O mais interessante é que temos uma instituição que responde prontamente quando é provocada", referindo-se ao envolvimento da Capes com a educação básica desde 2007 e à comissão que abordou o assunto em um capítulo específico do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020. "Já em 2011 começamos a ter os primeiros mestrados profissionais voltados a professores do ensino fundamental, uma reação pronta da comunidade científica", completou.

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Glaucius Oliva, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), também relembrou a dívida que o país tem com a educação básica. "Precisamos dar mais oportunidades e estímulos aos nossos acadêmicos para que se engajem. Um programa como esse voltado para a formação de professores é extremamente importante. Gostaria de parabenizar a Sociedade Brasileira de Física (SBF) e a Capes por ter estimulado essa iniciativa."

Evolução
O presidente da SBF, Ricardo Galvão, também apoiou as ações da agência. "Temos problemas sérios no ensino de ciências no Brasil e a Capes tem mostrado que, em vez de ficar reclamando, está tomando ações efetivas para essa melhoria." Galvão também enfatizou a ordem em que os programas têm sido criados. "Temos aqui uma sequência lógica: primeiro temos que salientar a língua do país e a matemática, essencial para que os alunos adquiram criatividade, flexibilidade do pensamento e intuição/lógica. Após, vêm as ciências da natureza – física, química e biologia. Pois não basta as pessoas conhecerem muito bem apenas o português e a matemática, é essencial despertar nos alunos a ideia de como modelamos a natureza, a apreciação pela atividade experimental."

Física
"Certamente este é um momento muito importante para a Física", disse o coordenador da área de Astronomia e Física da Capes, Sylvio Canuto. "A Física já é uma área consolidada na Capes, com 58 programas, sendo que 40 deles têm doutorado. Desses, oito tem nota 7." O coordenador também ressaltou os cerca de 4 mil artigos publicados por ano e a participação internacional marcante. "Agora, o crescimento da área depende de novos ingressantes qualificados, portanto, o investimento no ensino básico é fundamental. O ProFis, ao despertar talentos na juventude, ao atuar na formação mais qualificada de professores, dará contribuição para o progresso da cidadania como também para a própria área em geral."

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Durante o evento de lançamento, o diretor de Avaliação da Capes, Livio Amaral, também anunciou a aprovação dos mestrados profissionais nos mesmos moldes do Profmat, Profletras e ProFis para história e artes. "Ainda estamos na expectativa do ProfQuímica, do ProfBio e do Prof Educação Física, assim com 'Profs' das Ciências Humanas e Sociais, que sejam destinados ao nosso ensino fundamental e médio. Acredito que todos eles em funcionamento terão a capacidade mudar parte da nossa educação fundamental, que é tão importante, e, atualmente, o maior desafio que temos no país na área da educação."

ProFis
O Programa de Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física — MNPEF (ProFis) é, como sugere o título, um programa nacional de caráter profissionalizante voltado a professores de ensino médio e fundamental com vistas a melhorias para o ensino de física no país. É uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Física (SBF) e será por ela coordenado. Neste momento inicial, conta também com a participação de várias instituições de ensino superior que constituem 21 polos regionais onde ocorrerão as atividades de ensino e desenvolvimento do programa.

Caso de sucesso
Após o lançamento do ProFis, aconteceu, também na sede da Capes, a reunião do Conselho Técnico-Científico da Educação Básica (CTC-EB), onde foi apresentado pela diretora da Escola Estadual Terezinha Pereira de Dores do Turvo (MG), Ângela Maria Pereira Campos, e pelo professor de matemática da mesma escola, Geraldo Amintas de Castro Moreira, o caso de sucesso da instituição que teve 26 alunos premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), em 2012. Desse total, foram 11 menções honrosas e 15 medalhas.

O presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, elogiou a dedicação dos envolvidos neste resultado. "Essa é a prova de que é possível, em uma cidade de 5 mil habitantes, com uma única escola, um desempenho grandioso."

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A dedicação e paixão dos educadores também foi ressaltada pela secretária de Educação de Minas Gerais, Ana Lúcia Gazzola. "Temos o privilégio de contar com um grupo com grande capacidade de liderança educacional, com uma ótima relação com a comunidade. Além disso, o exemplo dessa escola é visto pelas cidades próximas e serve de inspiração para que todos melhorem."

Já o professor da escola garantiu que os maiores responsáveis pelos resultados são os próprios alunos. "Eles assumem um compromisso e realmente se envolvem. Fazemos encontros extraclasse com os alunos classificados e todos participam, além de se comprometerem a utilizar todo o tempo disponível para se dedicarem às provas."

Outros assuntos relacionados à educação básica também foram discutidos na reunião.

CTC-EB
O Conselho Técnico Científico da Educação Básica foi criado após a publicação da Lei 11.502/2007, que atribuiu novas competências à Capes. Algumas das ações do CTC-EB são estabelecer prioridades e linhas gerais orientadoras das atividades da entidade, a partir da proposta apresentada pelo presidente da Capes, assistir à Diretoria-Executiva na elaboração das políticas e diretrizes específicas de atuação da Capes no tocante à formação inicial e continuada de profissionais do magistério da educação básica e a construção de um sistema nacional de formação de professores.

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O CTC-EB também possui o dever de discutir diretrizes de longo prazo para a formação inicial e continuada dos profissionais do magistério da educação básica em serviço, assim como fixar parâmetros para avaliação da demanda por profissionais do magistério da educação básica, inclusive para subsidiar a instalação de pólos municipais de apoio presencial.

Natália Morato

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