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Pesquisa testa moléculas para vacina da COVID-19

Publicado: Terça, 23 Junho 2020 09:19 , Última Atualização: Sexta, 26 Junho 2020 09:38

Estudo realiza testes para detecção de anticorpos contra SARS-CoV-2, causador da COVID-19

23062020 FOTO DENTRO MATERIA UFMG VACINA COVID 01

Desde o início da pandemia de COVID-19, muitas instituições têm voltado suas pesquisas para conhecer a doença e desenvolver vacinas e formas de amenizar seus efeitos. Assim tem acontecido com o Centro de Tecnologia e Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que desenvolve kits de diagnóstico para doenças virais e, desde março, trabalha no reconhecimento sorológico e molecular do novo coronavírus.

O trabalho desenvolvido pelo CTVacinas com os estudantes tem sido executado em três linhas, conforme explicou Flávio da Fonseca, virologista da UFMG: “apoio ao diagnóstico – com testes moleculares feitos para a população –, desenvolvimento de novos testes sorológicos e pesquisa para elaboração de uma vacina contra a COVID-19”.

Flávia Fonseca Bagno, doutoranda em microbiologia, é bolsista da CAPES e uma das pesquisadoras da equipe do laboratório de testes sorológicos. Ela trabalha na seção de imunoquímica, que envolve desde a produção do insumo para os testes, até a padronização do teste conhecido como kit ELISA (Ensaio de Imunoabsorção Enzimática, do inglês Enzyme Linked Immunosorbent Assay) para detecção de anticorpos contra o SARS-CoV-2. O tipo de ELISA usado pela equipe é capaz de detectar se as pessoas já entraram em contato com vírus e, consequentemente, produziram anticorpos específicos contra ele.

23062020 FOTO DENTRO MATERIA UFMG VACINA COVID 02

A pesquisadora contou que os seus testes estão passando pelas etapas iniciais: “Nesse processo, são avaliados parâmetros como repetitividade, reprodutibilidade e estabilidade do teste, além da ação de possíveis interferentes”, explicou. Após essa fase, o grupo espera transferir a tecnologia de produção do kit em larga escala para que este possa ser fabricado em laboratórios clínicos e de pesquisa, ajudando no diagnóstico e no controle da pandemia.

(Brasília – Redação CCS/CAPES)
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