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Pós-graduação

Idosos, EPIs e coração: a luta contra a COVID-19

Publicado: Segunda, 27 Abril 2020 16:06 , Última Atualização: Terça, 28 Abril 2020 11:54

O Programa de Pós-graduação de Ciências da Saúde da FURG, nota 5 na avaliação da CAPES, pesquisa a situação de idosos no campo, marcadores sanguíneos e equipamentos de proteção antivirais.

Gabriele Keller, fisioterapeuta e bolsista de doutorado da CAPES (Foto: Arquivo pessoal)

Três pesquisas voltadas para o combate ao coronavírus no Brasil, desenvolvidas na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), recebem o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES): as consequências da COVID-19 para a saúde do idoso no campo e o acesso à assistência médica, a correlação entre os marcadores sanguíneos com o agravamento da doença, e o desenvolvimento de equipamentos de proteção individual (EPIs) antivirais. As bolsas são do Programa de Combate a Epidemias.

“O objetivo será analisar os sintomas para síndromes respiratórias, COVID-19, a adesão às recomendações de isolamento social, o acesso às informações como aos serviços de teletriagem e telemedicina, assim como os reflexos do isolamento na saúde física e psíquica dos idosos na zona rural”, disse a fisioterapeuta Gabriele Keller, bolsista de doutorado da CAPES.

Luiza Lemos6

A biomédica Luiza Lemos recebeu uma bolsa de mestrado para avaliar as características clínicas e epidemiológicas de pacientes e a correlação entre o perfil de marcadores sanguíneos – que detectam liberação de substâncias no sangue devido a infecções - com o agravamento da COVID-19. “Pacientes que sofrem uma ‘tempestade de citocinas’ progridem para o colapso cardiovascular, falência múltipla de órgãos rapidamente e chegam ao óbito. Portanto, a identificação, tratamento e prevenção precoces são de importância crucial”, afirmou Lemos.

A farmacêutica Meliza Oliveira, bolsista de mestrado pela CAPES, irá desenvolver EPIs nanotecnológicos para a proteção de profissionais da área da saúde e do comércio. “Serão desenvolvidas máscaras ‘face shields’ – escudo facial, traduzido do inglês - e tecidos têxteis para uniformes com características antiviral e antibacteriana, para melhorar a proteção dos profissionais e diminuir as chances de contágio”, ressaltou Oliveira.

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O programa
O Programa de Combate a Epidemias é um conjunto de ações de apoio a projetos, pesquisas e formação de recursos humanos de alto nível para enfrentar a pandemia da COVID-19, além de temas relacionados a endemias e epidemias, no âmbito dos Programas de Pós-Graduação de mestrado e doutorado do País.

O programa está estruturado em duas dimensões: Ações Estratégicas Emergenciais Imediatas e Ações Estratégicas Emergenciais Induzidas em Áreas Específicas.

Na etapa inicial, durante a primeira ação emergencial, foram concedidas 850 bolsas para a área de Saúde e 300 para os cursos de Exatas, Engenharias, Tecnologias e Multidisciplinares, como ações emergenciais de concessão imediata de bolsas, totalizando 1.150 benefícios.

Também faz parte desta fase o edital nº 09/2020, que se encontra aberto e concederá 900 bolsas e R$ 345 mil de custeio para cada um dos até 30 projetos escolhidos.

Já a segunda etapa completa o Programa com mais 550 bolsas e R$ 200 mil em custeio para cada um dos 57 projetos a serem selecionados.

Confira no Programa de Combate a Epidemias os detalhes do três editais:
- CAPES - Epidemias - Edital nº 09/2020
- CAPES – Fármacos e Imunologia - Edital nº 11/2020
- CAPES – Telemedicina e Análise de Dados Médicos - Edital nº 12/2020

(Brasília – Redação CCS/CAPES)
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